quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Tempos preciosos e dias de glória

Bom dia, tarde, noite a todo(a)s. O blog ficou em hiato por bastante tempo. Uma pandemia, minha filhotinha nasceu e tenho um segundo emprego me ocupando 12h diariamente. Aproveitando então o feriado de finados para RESSURGIR DAS CINZAS, e também colocar em pauta os dois últimos posts que discutiam possíveis mudanças no formato. 

Retomando o que foi exposto anteriormente, atualmente o nosso grupo de tribal abrange cerca de 10 jogadores regulares, que abraçaram e jogam de acordo com as regras estipuladas. Mas é de nosso interesse expandir o formato e conseguir jogadores novos. No entanto é de entendimento que as regras atuais são deveras complexas e numerosas para se ensinar a um novato, além de esbarrar em algumas áreas cinzentas. Dito isso, é minha intenção trazer neste post uma possível solução, exaustivamente pensada e pautada em linhas gerais de funcionamento do jogo, enxugando diversas regras auxiliares.

O primeiro intuito é que nosso formato deve ser de fácil compreensão. Temos muitas regras adicionais, então isso deve ser resolvido. O segundo ponto é que, preferencialmente, devemos ser os mais próximos e alinhados o quanto for possível com a Wizards. E o ultimo ponto e que devemos resolver os problemas que sempre assolaram o formato tribal.

Originalmente, nascido no magic online, a wizards tratou o formato como casual e sem sideboard. Nas primeiras ediçoes de torneios que fizemos, usamos side sem maiores problemas. As contradições começaram a surgir quando abolimos o side, criando assim uma espiral de problemas de balanceamento, sobretudo a dificuldade do formato lidar com combos, criando assim a sequencia de regras que levaram nosso formato ao que ele e hoje. Já temos alguns posts sobre isso, inclusive. No entanto isso não é completamente satisfatório. Se uma pessoa abrir o site da wizards hoje e pesquisar sobre tribal wars, muito pouco do que está lá se assemelha a nosso formato e não vejo isso de forma positiva. Tendo isso em vista a primeira modificação seria:

1 - reverter o formato a 1/3 de cartas a serem utilizadas devem ser magicas de criatura da tribo escolhida (doravante chamada Tribo).

Aqui ficariam dois adendos das regras anteriores:

a) quaisquer criaturas acima desse limite poderiam ser usadas se fossem cartas relacionadas a tribo, ou seja, cartas que possuem em seu texto de regra alguma interação com a tribo.

Exemplo: Selvagem de Wirewood poderia ser usado em um deck de bestas de 60 cartas se ela for a vigésima primeira criatura em diante. 

b) mágicas e permanentes que já não sejam criaturas da tribo, que criem fichas de criaturas só podem ser usadas se criarem fichas da tribo.

Exemplo: Fera interior só pode ser usado por um deck de bestas, Elspeth, cavaleira errante e soar o alarme só podem entrar em um deck de soldados, xenagos, o orgíaco só pode ser usado por um deck de sátiros, etc.

Exemplo 2: em um deck de fungos, qualquer criatura do tipo fungo que crie fichas de saprófita, ou de qualquer outro tipo, podem ser usadas.

A principal mudança que isso traz é abrir o leque de possibilidades de deck, ainda mantendo o clima tribal. Possibilitará decks controle, e até combos, no formato.

Para resolver o impasse dos combos, voltaremos a contar com sideboard de 15 cartas, com uma alteração muito importante:

2 - O sideboard não pode ser composto de magicas de criatura EM NENHUMA DAS PARTIDAS da melhor de 3 ou melhor de 5, com exceção de criaturas usadas com a regra companheiro.

Isso quer dizer que não podem haver cartas de criatura na composição do side e nem podem ser retiradas criaturas do deck principal entre partidas.

Isso impede alguns abusos como, por exemplo, tirar criaturas na segunda partida em diante e transformar o deck em um deck de magicas, perdendo o tema tribal. Também deixa simples o checklist caso haja suspeita de irregularidade.

Mais algumas considerações e mudanças pontuais:

3 - Criaturas com a habilidade changeling NÃO compõem mais criaturas da tribo (exceto sua tribo original, shapeshifters), mas podem ser usadas como criaturas relacionadas. O mesmo vale para magicas e permanentes que criem fichas com a habilidade.

Com isso os shapeshifters com changeling deixam de ser 'coringas', e suas criaturas passam a compor sua própria tribo. Mas os changelings podem compor decks de outras tribos como suporte, acima do 1/3 mínimo permitido.

Oficialmente a justificativa desta mudança: A regra de changeling conta as criaturas como sendo dentro de qualquer tipo em qualquer zona enquanto partida em andamento. Isso não se aplica no momento da construção do deck, tratando-se de um formato construído.

Cartas como Adaptive Automaton também seguem a mesma regra dos changelings.

A lista de banidas será completamente revisada, mas contará com as listas oficiais do legacy, tribal e mais algumas pontuais que serão averiguadas. Provavelmente somente aquelas que ofereçam interação contra uma tribo específica.

Essa é a primeira proposta, que será discutida com nosso grupo e, uma vez aprovada, será gerado um post de regras atualizado.

domingo, 16 de janeiro de 2022

[OPINIÃO] E se....?

 Bom dia, galera da rinha. Seguindo a linha do post da semana passada, vim trazer algumas perspectivas sobre possíveis mudanças no ambiente tribal a fim de simplificar o formato. Então, sem mais delongas...


1- E se tivéssemos mantido o formato original de 20 criaturas da tribo + a lista de banidas da wizards, do legacy e da comunidade?

Os prós é que seria muito mais fácil montar decks tribais na grande maioria dos casos. Essa maneira indica que fora as 20 criaturas iniciais, poderia usar-se qualquer coisa? Na época que jogávamos assim, por exemplo, eu usava tribos diferentes para suporte. Por exemplo, usava Birds of Paradise ou Ancião da Tribo Sakura para acelerar e corrigir a curva de mana, ou usava diferentes geradores de ficha, como Xenagos, o orgíaco em uma build de bestas com Fogo Grego. A liberdade criativa impera aqui, mas também a possibilidade de combos, já que nada restringiria um deck de humanos jogar com Kiki-Jiki + Chatonilda, por exemplo.

Quando moldamos o nosso formato atual nós tomamos como base esse formato, mas decidimos incluir o conceito das cartas relacionadas, o que creio ser uma escolha saudável. Quando elaboramos, decidimos entre um mínimo de 16, 20 ou 24 criaturas. A fim de abranger, em especial, a tribo Saprófitas, que não possui criaturas específicas da tribo (só possui cartas relacionadas), então o formato foi organizado como ele é hoje. E em votação decidimos por 24 cartas relacionadas, sendo que delas, 16 devem ser criaturas, mas não necessariamente criaturas da tribo. Isso permite que alguém faça um deck de uma tribo sem usar sequer uma criatura daquela tribo, como é o caso de saprófitas, mas certamente devem ter outros exemplos também.

Para jogar novamente com a configuração de 20 criaturas e o resto livre, eu acredito firmemente que deveria se permitir sideboard. No entanto, neste caso, percebo que o formato seria um legacy piorado, com várias jogadas características do formato, só com o diferencial de ter 20 criaturas de uma dada tribo.

2- E se voltarmos ao formato de 30 cartas relacionadas?

Já existe uma outra vertente em nossa cidade que ainda joga desta forma. O resultado das partidas deste grupo são dois: primeiramente que tribos comuns se sobressaem, como goblins, humanos, elfos, tritões. O segundo é que isso não têm inibido combos e os jogadores com poucos espaços no deck para respostas, ficam a mercê de quem conseguir montar uma estratégia eficiente nessa linha. Dois decks que me chamam a atenção nesse quesito é um deck de clérigos com Shuko e Starlit Sanctum, e um deck de goblins com Primeiro dia de Aula + Barrete vermelho assassino + algum Sacrificador.

Para jogar aqui, sem sideboard, a lista de banidas deve ser reajustada constantemente, o que é um trabalho desnecessário e também por vezes deixa muito arbitrário o processo de decisão nas mãos dos jogadores, O que é muito forte para uns pode ser contornável para outros. No nosso formato atual, como temos a regra que inibe os ciclos infinitos, as duas jogadas acima não seria permitidas e resultariam em derrota em suas respectivas partidas.

Acredito, sim, que deveríamos incluir, de forma harmoniosa, combos (mesmo os infinitos) em nosso formato. Na verdade, temos uma regra que inibe a prática de jogadas infinitas mas mesmo assim combos não-infinitos ainda existem. É uma forma de vencer válida e que integra o alicerce do que é o magic. Tribos diferentes encontram apoios em estratégias diferentes. Um deck de ratos, por exemplo, não vai se colocar, na maioria dos casos, frente a frente, como um deck agressivo, contra um deck de tritão ou goblins. Aproveitar as forças de uma tribo também faz parte da essência que o magic proporciona. Assim como os decks de controle, embora mais raros, também devem fazer parte do formato. Usando o exemplo de ratos, acima, uma das forças dos ratos é forçar o descarte de cartas, que é uma estratégia válida (e funcional).

Isso traz diversidade ao jogo. Embora jogar de aggro seja divertido, por que não jogar de outros ângulos? 

Magic é isso.

domingo, 9 de janeiro de 2022

[OPINIÃO] Os Arquétipos do Magic: Não vamos amputar o jogo no tribal

 Bom dia novamente. Mal postei um FAQ para aquecimento, agora vamos a um post mais opinativo. O que será proposto aqui não é nenhuma mudança efetiva para o nosso formato tribal, mas apenas algumas deliberações para discussões futuras. Se vamos mudar ou não ainda não é o tempo de definir, mas aqui proporei um ponto de partida.

Para ficar mais fácil o entendimento de como o nosso formato tomou a forma atual, recomendo a leitura do nosso primeiríssimo post.

Desde que seguimos a orientação original da Wizards de um formato sem sideboard (Quando Tribal ainda era um assunto relevante), entramos em uma corrida armamentista contra combos no formato. O entendimento é que, sem sideboard, um deck aggro (Maioria do formato até pela sua proposta) não teria como reagir contra um deck combo a menos que ele fosse excepcionalmente rápido. Então foi-se criando listas de banidas e regras adicionais para conter este impasse.

Magic é um jogo de potencial virtualmente infinito de combinações de cartas e regras, então pode-se dizer que mantendo esse ritmo é como contar grãos de areia na praia. As regras adicionais foram criadas para abranger regras gerais que inibam estes casos mas fica a pergunta: Isso é saudável? 

O magic é composto, a bem grosso modo, dessas três vertentes: Aggro, control e combo. Como um jogo de pedra, papel e tesoura, vamos somente jogar com pedra e papel? Essa discrepância, além de gerar situações que necessitam ser revistas com uma certa regularidade, também afasta uma parcela de jogadores e cria um inchaço nas regras que por vezes parece desnecessário.

Vamos tomar como exemplo um jogador iniciante. Ele quer começar a jogar um formato. Se formos apresentar o formato Commander a ele, por exemplo, iremos explicar que é um deck de 100 cartas, uma delas é o comandante que fica em uma zona específica, as cartas devem ter as cores do comandante e tem uma lista de banidas. 

Agora vamos explicar o tribal: Um deck de 60 cartas, sendo que temos que ter 24 relacionadas a tribo, dentre elas 16 criaturas, uma lista de banidas e as regras zero quem aplicam restrições na criação do deck. Não podem ter jogadas com ciclos infinitos, mágicas de reanimação em geral de baixo custo e cartas que afetam somente a tribo oponente. Como as regras são abrangentes, as vezes pode gerar dúvidas se certa carta pode ser usada ou não. É um nível de complexidade as vezes desnecessário para juntar uma pilha de cartas e jogar com outra pessoa com outra pilha de cartas.

Recomendo também a leitura de artigos sobre os arquétipos do Magic. Gosto deste aqui pois traz a percepção de um jogador e é uma boa introdução ao assunto. Mas mesmo com a leitura e com tudo o que foi dito, ainda não cheguei ao cerne da questão:

Como resolver isso? Como simplificar o formato e permitir a maioria dos arquétipos possíveis sem macular a integridade do formato?

O que será dito aqui será uma série de opiniões e, repetindo: não são mudanças oficiais em nosso formato.

É um assunto complexo que já durou alguns anos de discussão em nossos iguais. Nosso formato atual é saudável (Até o momento desta postagem tem sido) e possivelmente seguiremos desta forma. No entanto várias decisões duvidosas de gestões passadas e achismos precipitados levaram ao inchaço do formato que mencionei anteriormente.

A primeira coisa que proponho é uma revisão da lista de banidas, para englobar somente cartas que sejam ofensivas contra tribos específicas ou criaturas de modo geral. Proponho uma nova análise da lista de banidas da Wizards do formato tribal e uma atualização dela, levando em consideração o tipo de cartas que ela restringiu do formato.

Com isso, o próximo passo seria abranger um formato maior como nossa base. Atualmente trabalhamos com a lista do Legacy. Eu proponho, ou manter essa base ou somar a ela a lista de banidas do Modern. São listas oficiais, atualizadas constantemente, que qualquer jogador pode ter acesso e que resolve várias questões que nosso formato também quer resolver, como combos muito rápidos (na parte do modern).

O terceiro passo seria retomar o sideboard.

Aqui entramos em um ponto de discussão muito forte. Por um lado uma vertente mais purista vai indicar que tribal não tem side e que estaremos jogando "só um legacy disfarçado". Já haverá uma vertente técnica que vai mencionar que é difícil gerenciar um side mantendo a integridade do formato. Quem garante que, na partida dois, eu não vou tirar a maioria das criaturas do deck, colocar 15 mágicas e transformar o deck em um control raiz com umas 5 criaturas e diversos elementos de controle?

Eis que respondo que da mesma forma que uma pessoa não vai colocar 5 raios no deck após a primeira partida. Existem verificações e check lists que podem inibir a prática. Eu proponho uma regra adicional pro side. Eu SEI que falei anteriormente que deveríamos enxugar as regras, mas aqui eu vejo a necessidade para regular este predicamento.

A regra das 24 cartas relacionadas e 16 criaturas seria mantida. Eu proponho que essa quantidade mínima deve ser mantida no deck na construção do deck pós side, mesmo que o número de criaturas originalmente exceda esse valor.

Vamos dar o exemplo do seguinte deck de goblins:

*4 Lacaio Goblin
*4 Prospector de Skirk
*4 Legion Loyalist
*4 Goblin bate estacas
*4 Goblin Warchief
4 Goblin Matron
4 Gempalm Incinerator
*4 Goblin Ringleader

4 tarfire
4 Frasco do Eter

20 Montanha

15 cartas no sideboard

Seguindo essa proposta, eu escolheria 24 cartas relacionadas, no mínimo 16 criaturas que não poderiam ser removidas do deck após a utilização do side. Deixei um asterisco marcando as minhas escolhas. Isso quer dizer que quando for utilizar o side, essas cartas jamais poderiam ser substituídas. Isso pode ser facilmente verificado usando uma lista de deck, da mesma forma que qualquer checklist irá verificar irregularidade na montagem do deck pós side, se o jogador desconfiar de algum evento. Se o jogador quiser definir quantidade de cartas diferentes, ele faria uma lista desta forma:

*3 Lacaio Goblin
Lacaio Goblin
*3 Prospector de Skirk
Prospector de Skirk
*3 Legion Loyalist
Legion Loyalist
*4 Goblin bate estacas
*4 Goblin Warchief
*3 Goblin Matron
Goblin Matron
*2 Gempalm Incinerator
Gempalm Incinerator
*2 Goblin Ringleader
Goblin Ringleader

tarfire
Frasco do Eter

20 Montanhas

15 cartas no sideboard

Desta forma ele garantiria que poderia tirar 1 lacaio, 1 prospector, até 2 Ringleader e por ai vai.

Com esta proposta só teriamos duas regras distintas no tribal: A necessidade das cartas relacionadas e sua quantidade e a regra do side. O resto seguiríamos uma lista muito mais enxuta de banidas exclusivas do tribal, usaríamos as listas de banidas do Legacy (ou legacy + modern) e já dá pra jogar.

O que vocês acham?

FAQ - Para voltarmos em grande estilo

 Bom dia, jogadores da rinha. Depois de um ENORME hiato (a pandemia também não ajuda), venho aqui para retomar as atividades. Várias ideias, vários posts se acumularam ao longo deste... um ano e pouco (Eita...), então vamos colocar as coisas em ordem.

Começando com um post leve, elucidando algumas dúvidas sobre as regras específicas de nosso formato. Para isso, peço que fiquem atentos ao post sobre regras que fica bem aqui.

1- O que é considerado combo infinito ou não?

Ah, a regra 01. As vezes o discernimento entra em uma área cinza, mas não é muito complicado. A regra Zero Um é bem clara: A aplicação de uma ou mais cartas que crie um ciclo potencialmente infinito.

Essas são as palavras chaves do argumento. Por exemplo: Existe uma vertente do deck de bestas, que segue todos os protocolos da construção de deck do formato tribal. No entanto, ele é composto por cartas, desde as criaturas até os terrenos, com a habilidade reciclar. 

Eu não tenho a lista do deckbuilder em mãos agora, mas ela é mais ou menos assim:

4 Barkhide Mauler
4 Primoc Escapee
4 Ridge Rannet
4 Yoked Plowbeast
4 Valley Rannet
4 Sanctum Plowbeast

4 Songs of the Damned
4 Angelsong
3 Aura Extraction
4 Fluctuator
1 Drain Life

4 Canyon Slough
4 Fetid Pools
4 Irrigated Farmland
4 Scattered Groves
4 Sheltered Thicket

Talvez a parte de mágicas não seja EXATAMENTE essa mas dá pra entender já a ideia das escolhas das cartas. Todas as cartas do deck, com exceção de Songs of the DamnedFluctuator e Drain Life, que é a condição de vitória do deck, possuem Reciclar 2. Isso por si só não seria problema, salvo se fosse a existência do Fluctuator no deck, que reduz o custo dos reciclares a zero (neste deck). Para quem não entendeu ainda, a ideia é comprar o deck inteiro, jogar todas as bestas no cemitério, usar Songs of the Damned 4 vezes para gerar um bocado de mana e estourar o oponente com Drain Life

Isso transforma esse deck em um combo infinito?

Ao entendimento da regra Zero Um, sim. Pela existência do Fluctuator, cria-se uma interação do artefato com todo o resto do deck que o permite comprar o deck inteiro. Seria diferente se existisse, por exemplo, cartas com custo de reciclar 3 (Que o faria pagar pelos custos). Existe uma outra vertente desse deck que não é infinita, que cria a interação de reciclar de custos variados, mas usa essas bestas para serem revividas com Living Death ou até mesmo mágicas de cascata + Living End. Já esta versão é um combo não-infinito e, por consequência, seria permitida no formato.

Seria mais ou menos assim:

4 Desert Cerodon
4 Lurching Rotbeast
Valley Rannet
4 Krosan Tusker
4 Chartooth Cougar
4 Titanoth Rex

Living End
4 Demonic Dread
4 Violent Outburst

Mais terrenos e talvez mais 4 cartas sortidas de cartas. Esse deck é na base Jund (Vermelho Verde e Preto)

2- O que quer dizer restrição de reanimação na criatura alvo quando se trata de mágicas de reanimar?

Aqui já estamos tratando da regra Zero Dois. Basicamente é uma restrição no tipo de criatura que será reanimada. A intenção com essa regra é que não seja possível reanimar qualquer criatura com mágicas de custos 1 a 3. 

Por exemplo, a carta Unearth custa 1 mana mas só é capaz de reanimar criaturas de custos 1 a 3. Já Reanimate pode reanimar qualquer criatura por 1 mana, mesmo pagando vida, e isso já não seria permitido.

Lembrando que se a mágica em questão tiver Valor de Mana 4 ou mais, não se aplica essa restrição.

Preciso fazer uma ressalva especial sobre as mágicas de custo x. Embora elas tenham Valor de Mana 1 (Sendo x = 0 para fins de tutores, por exemplo), seu valor de mana altera conforme conjurada. Então, por exemplo, um Postmortem Lunge ou Stir the Grave conjurada por 3 manas (x=2) vai reviver uma criatura de Valor de Mana 2, então estaria dentro das regras. O mesmo vale para cartas como Rally the Ancestors. Já Wake The Dead usa o x para determinar o número de criaturas revividas, de qualquer custo, mesmo que por um espaço de tempo limitado. Por poder reviver qualquer tipo de criatura, Wake The Dead não poderia ser usada.

A restrição se aplica ao custo da criatura reanimada, não a outros fatores. Footsteps of the Goryo ou Goryo's Vengeance, por exemplo, não poderiam ser usadas pois têm Valor de Mana menor que 4 e revivem qualquer criatura (embora o Goryo's Vengeance tenha a restrição de ser lendária, mas a regra não se trata desse tipo de restrição), mesmo que seja por apenas um turno.

Lembrando que mágicas de reanimar estamos tratando de qualquer mágica que possa reviver uma criatura. Será feita uma clarificação nas regras ao final deste post. Isso inclui permanentes que revivam criaturas, como Doomed Necromancer ou Recurring Nightmare.

3- Eu não entendi muito bem esse lance de cartas relacionadas. Se tiver o nome da tribo na caixa de texto de regras eu posso usar?

Não exatamente. A tribo citada na caixa de texto deve ter efeito de regra interagindo com a tribo em questão.

Usando o exemplo do post de regras: Granada Goblin requer que sacrifique um goblin. Logo é uma carta relacionada a goblins. Já Goblin Bombardment cita a palavra goblin em seu texto mas é uma referência ao nome da carta, não tendo nenhum impacto mecânico. Assim, ela não é uma carta relacionada a goblin ou a nenhum outro tipo, podendo ser usada em qualquer deck.

Atualizando o post de regras.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Eu sou o vampirão

Uma lista básica e bem objetiva de Vampiros. Ao invés do convencional, esse deck oferece uma mecânica que envolve descarte e reanimar, bem característicos da cor preta.

Eu não sou bom o suficiente pra você _Edward Cullen

4 Ancião Sem-morte
4 Carniçal argentificado
4 terror sanguinário 
4 Chamado à estirpe
4 Vampiro jurado
4 sorin, senhor vampiro imperioso

4 ritual sombrio
4 varicela
4 pox
4 enterrado vivo

20 pântanos

Jogar contra esse deck é como assistir crepúsculo: uma onda de agonia vai percorrer seu corpo enquanto você perde os seus cincos sentidos lentamente. Você vai ser taxado, vai descartar, vai tomar planeswalker no turno um, vai perder terreno, vai apanhar de bichão.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

VAI CATIORRO!

Tribal de cachorros será uma realidade? Com os spoilers de M21 já foram revelados um lorde fortíssimo e uma lenda Naya. 

Baseado no lorde, vamos estabelecer um white weenie. Faz tempo que não fazemos um. 

Fora as duas cartas acima, não foram divulgadas outras criaturas do tipo Dog até a publicação deste post. Existe também o rumor que o tipo Hound será convertido para o tipo dog, e a lista abaixo foi elaborada levando isso em consideração. Pode ser que essa lista fique defazada ou seja invalidada caso o rumor não se confirme. No entanto minha hype é grande e tribos groselha é puro amor pelo formato. 

Então vamos lá 

VAI CATIORRO! 

4 Isamaru, sabujo de Konda
4 Encampment Keeper
4 Warclamp Mastiff
4 Resolute Watchdog
4 Pack Leader
4 Watchdog
4 impostor of the sixth pride

4 brave the elements
4 honra do puro
4 path to exile

20 planicie

Tem uns bichos bem peculiares. Watchdog é um bicho artefato bem interessante. O Resolute Watchdog não pode atacar, mas vai proteger um companheiro (sem trocadilhos com a habilidade de mesmo nome). Os demais são bichos pequenos que vão agredir constantemente. Os lordes mais honra do puro vão transformá-los rapidamente em bichos respeitáveis, e brave the elements deve encerrar a partida na maioria das vezes. 

Vamos ver se a tribo vinga! 
(Depois da decepção dos sátiros...)

terça-feira, 2 de junho de 2020

Atualização nas regras

Essa atualização demorou um pouco para sair, pois aguardávamos o posicionamento da Wizards em relação às mudanças na mecânica do Companheiro, que gerou bastante discussão e controvérsia sobre a validade de seu uso e seu nível de poder no formato. 
Tendo isso em vista foram atualizadas algumas regras e também uma atualização na lista de banidas, tanto da própria Wizards, que rege nosso formato (Legacy) e a nossa própria lista.

Foram inclusas regras sobre cartas fora de jogo:

- As cartas que buscam outras cartas fora de jogo não funcionam.
- As cartas com habilidade Companheiro podem ser utilizadas normalmente, desde que respeitem as regras de construção do formato em adição a suas próprias regras de construção: Ela deve fazer parte da tribo, como criatura ou carta relacionada, mas não entra na contagem do deck principal. 

A lista de banidas foi atualizada com as inclusões de Lurrus of the Dream-Den e Zirda, the Dawnwaker no legacy. 
Incluímos também todos os círculos de proteção de cores e assemelhados na lista de banidas do Tribal wars. Uma criatura anti tribal, Plague Engineer, também foi incluída nesse compilado, incluído em uma atualização de regra que envolve cartas anti-tribal. 

Fiquem ligados! 

domingo, 31 de maio de 2020

EU SOU O SEU PIOR PESADELO

Ikoria trouxe suporte para tribos pouco usuais. Embora existam bestas notórias que entram em decks aqui e ali, outros focos também foram trazidos. Uma grande quantidade de bichos da tribo dos pesadelos foram trazidas e, fora a companion lorde tribal Kaheera, a Guardiã dos Órfãos, eles não trazem uma sinergia tribal específica. 
No entanto, eles são sinergéticos em dois fatores: mutação e matar bichos. 
Já é o bastante para investir em um deck com mecânica própria: os próprios bichos serão remoções, parecido com o deck de horror. 

As criaturas do "ciclo Apex" (possuem três cores, três tipos de criatura e mutações poderosas) permitem seguir por várias linhas diferentes de deckbuild. Aqui, investi em um mardu. O apex escolhido foi o principal motivo, mas é bem possível converter o deck para um BW ou Abzan. Ou qualquer outra combinação esquisita, siga seu coração!
(E sua base de mana) 

A lista ficou 

Cartão de crédito sem limite disponível (ou insira aqui um pesadelo de sua preferência) 

4 Zagoth Mamba
4 labirynth raptor
4 fiend artisan
2 plague mare
4 necropanther
4 faceless butcher
3 Snapdax, apex of the hunt
3 Void beckoner
4 swords to plowshares
4 zombify

Os bichos são dedicados a matar a oposição: Zagoth Mamba é um dos melhores alvos de mutação do formato. O raptor, embora não conceda ameaçar para outras criaturas, por si só tem uma habilidade de restrição muito forte (e que mata bichos). O Void beckoner é basicamente uma kill, que pode ser trazida de volta com zombify. Snapdax, faceless butcher podem tirar ameaças medianas e grandes. Plague mare pode tirar goblins e outras pestes pequenas, necropanther pega algumas coisas de volta. A lista original também trazia o companion Lurrus, mas ele foi banido recentemente (em breve será atualizada a lista de banidas com essa e outras pequenas modificações). Sinto falta de uma maneira de sacrificar criaturas minhas em velocidade instantânea, e talvez vocês possam ajustar isso em suas listas. O deck também não lida com encantamentos, artefatos e planeswalkers, mas vocês podem adaptar de acordo com seu meta.

Divirtam-se quando e como puderem. Com a segurança devida, é claro. Se cuidem!
Fiquem em casa! 

domingo, 17 de maio de 2020

Hiatos e quarentena

Antes do isolamento social começar, tivemos mais um torneio. No entanto fiquei sem celular novamente e perdi todos os registros do torneio. Em resumo, Grixis Dragons levou a taça, joguei de merfolks armengado e fui terceiro lugar. Meu deck não tinha mágicas para anular e isso fez diferença. 

Ikoria chegou, cheio de novidades para tribos diferentes. Várias bestas, elementais, pesadelos, tubarões dentre outros. Dá pra ensaiar uma coisa aqui e ali. 

Uma discussão que devemos tomar é sobre a mecânica de Companions, se será válida no torneio ou não. O formato não possui side, em tese não deveria ser possível. 

O artigo abaixo trata sobre a mecânica no formato commander, que também não possui sideboard.  https://magic.wizards.com/en/articles/archive/feature/ikoria-lair-behemoths-mechanics-2020-04-02 

Um pequeno trecho sobre o assunto:

Commander players, even though you don't have sideboards, you can still get in on the fun. Each Commander deck may include a chosen companion. It starts outside the game and doesn't count as one of your 100 cards. Just like the rest of your deck, your commander must follow the deck-building rule if you're going to use a companion. 

Traduzindo: Mesmo sem side, podemos anunciar um companheiro como carta fora de jogo para fazer parte do deck, desde que o deck tenha os requisitos da carta. O formato estabeleceu que, além disso, a carta companion deve respeitar as restrições do formato (identidade de cor do comandante, por exemplo) . Adaptando para nosso formato, o companion deve, além de tudo, ser uma criatura que se enquadre na tribo ou seja uma carta relacionada. Isso deve responder a maioria das dúvidas nesse caso. 
A pergunta que se segue é se algum companion será banido, como exemplo de uma carta que foi banida do commander logo que foi lançada. Eu tenho uma opinião, mas será alvo de debate em momento oportuno. 

Estou muito empolgado com as adições e já aguardo ansiosamente as minhas cartas de Ikoria chegarem da pré venda. Enquanto isso espero que a situação em nosso mundo melhore para podermos voltar à nossa rinha de tribos preferida. 

Se cuidem! Fiquem em casa se possível. 

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Torneio parte 3: Rodadas e considerações finais

E vamos nos aproximando dos momentos finais

Rodada 6: assassinos Bg

Antes do report gostaria de tecer algumas considerações:
Quando comecei a jogar torneios tribais, me foi uma oportunidade de jogar com meu deck caseiro contra pessoas fora do meu grupo de jogo. Eu já ensaiava um competitivo com um legacy armengado, mas o tribal foi a chance de brincar com um deck que tenho montado desde os tempos do lançamento de Invasão. 
Uma coisa que eu gostava, que me atraiu nos primeiros momentos do commander, era enfrentar decks diferentes. Tribos com diferentes mecânicas representavam um desafio. Fazia algum tempo que eu não sentia esse gosto de novidade. 
Esse meu oponente me trouxe esse sentimento de volta. 

Vim com uma mão de 2 terrenos (foi meio que uma constante nesse torneio). Eu não conheço nada dessa build, então vim pisando em ovos. Ele abriu com um bicho 1/1 Deathtouch. Cavei o terceiro terreno mas não tinha jogadas. Ele seguiu com sign in blood e um terreno dual com verde. Baixei o Tusker que tombou para um veredito de geth. Baixei um Domri e ele saiu atacando e baixou um Scarblade Elite. A característica que percebi é que TUDO remove meus bichos. Ele desceu um Gull Draz Assassin. Travei na curva 3. Ele comprou ainda mais com Sign in blood e seguiu no ataque.  Finalmente desci um Baloth voraz e ele desceu uma Vraska, Eminência do Enxame. Bicha sinérgica, ainda cospe dois perus com Deathtouch. As trocas ficaram cada vez mais desvantajosas. Ataquei com bloodrush pra matar a Vraska. Ele desceu mais Deathtouch e dei um Oblivion ring no Gull Draz (meu erro). Outra Vraska caiu, me perguntei se deveria continuar trocando, mas hesitei. Tinha Contested Cliffs mas era troca do mesmo jeito. De repente desceu uma Vraska the Unseen. Comprei os bichos, mas as trocas permaneceram ruins. Eventualmente perdi mais e mais vantagem e, finalmente, a partida. 

Na segunda rodada, abri de Arbor e Kalonian Tusker. Ele veio com um 1/1 Deathtouch. Não ataquei. Ele veio de assassino da realeza que prontamente tomou um path. Cavei Tusker, bati com o que ja estava na mesa, trocamos. Ele baixou outro realeza e um Deathtouch. Usei Domri pra lutar o realeza com o Tusker e ele baixou um terceiro! Hesitei mas tirei ele com um Oblivion ring. Deixo Tusker pra block e proteger o Domri. Este, começa a achar muitos bichos! Tomei um mutilar, mas estava com uma mão confortável. Aos poucos minha board começou a ficar superior. Fiz um ataque com bloodrush que o levou a um de vida. A ultimate de Domri encerra a partida. 

Na terceira partida, tomo uns danos chatos entre shock e fetchblands e abro de Tusker. Ele não fez nenhum bicho nos turnos iniciais. Desci Domri e meu Tusker falece para um Bile Blight. Ele usa sign in blood. Travei na curva 3. Ele baixa uma Vraska da eminência e gera as tokens, o que pode gerar desvantagem. Domri acha baloth voraz. A token ataca Domri, mas bloqueio. As trocas são ruins mas, a essa altuta, ambos percebemos que Domri vai ganhar o jogo para mim. Dei espadas em arados na token e segui protegendo o Domri. Após usar a ultimate novamente meu oponente concede.

2x1

Rodada 7: elfos mono green

Sorte no treino e azar no jogo.
E vice versa. Eis uma verdade no magic. Treinei com ele uma vez com o naya antes do início do evento e fui muito bem. Tsc tsc...

Ele abriu de elfos de llanowar. Passei o turno. Ele seguiu de Steely Resolve. Dei espada no elfo em resposta, mas ele gerou mana e baixou outro elfo. Desci Tusker e ele desceu um elfo 3/3 deathtouch. Bati, usei ghor clan e foi uma troca horrivel. Ele cuspiu a mão. Dei uma colera, cuspi minha mão e ele não voltou pro jogo.

O início da segunda partida foi bem parecido com steely resolve na rodada 2. Baixei Tusker e cavei terreno. Começo a agredir, mas ele desce Perfeita Imperiosa e o bendito deathtouch. A mesa dele enche e não tenho cólera ou mana branco na mesa pra usar. Tomo elvish promenade e eu compro a cólera. Só falta o mana branco. Um joraga warcaller me enterra.

Já a terceira partida foi parecida com a segunda. Um sacerdotisa de titania e um arqueodruida elfo lhe renderam um pletora de mana. Matei o druida com o Domri mas não foi o suficiente. Um joraga com 4 marcadores me matou. Tive a cólera mas, novamente, me faltou o mana branco.

E, ao final, espíritos levou a taça


Considerações finais

O torneio foi um sucesso. O formato liga dá chance a todo participante. 
Passamos por um período difícil, com poucos jogadores interessados, mas estamos nos reerguendo aos poucos. É gratificante.
Meu deck funcionou melhor que eu esperava. Só preciso ajustar o problema da mana. Talvez pare de usar o Cliffs e troque Obstinado por Thoctar, mas isso é papo para posts futuros.
Eis o saldo final

Agradeço a todos os participantes e a todos que nos incentivam a continuar.
Até a próxima rinha!

Torneio! Cada vez mais difícil...

Vamos a segunda parte do report. Foram sete rodadas, ainda tem muito chão pela frente. 

Rodada 3: vampiros bw

Vim com uma mão boa. Abri de Tusker e  ele veio com um vampiro 2/2 Lifelink. Vim de Domri e ele veio de Cleriga Inspiradora. Quando lutei, ele respondeu com um Zelo Vampirico, que respondi com espadas em arados pra nao perder minha criatura. Ele desceu um  Bloodline Necromancer que não reviveu nada, já que o bicho estava exilado. Mantive pressão constante até a vitória. 

Na segunda partida, ele abriu com o lorde vampiro bw. Minha mão veio lenta e meu primeiro bicho foi um Ghor Clan. Ele desceu um Patron of the Vein, bicho forte e pesado. Respondi com Oblivion ring e meus bichos vieram. Como são naturalmente maiores e não vi remoções do outro lado, eventualmente cheguei a vitória. 

Resultado: 2x0

Rodada 4: gigantes boros

Gosto muito da lista, mas a acho incompleta (minha opinião). No entanto a base desse deck foi o que me inspirou a fazer a versão bestas naya como está jogando neste torneio. 

Ele começa mulligando. O jogo dele é mais lento que o meu. Eu abro de Tusker e sigo com Leatherback. Ele toma um espada em arados do meu oponente e eu baixo outro Leatherback. Espero a colera de deus dele, mas percebo que ele só tem uma mana branca. Ele desce um Desolation Giant seco e troca com o Tusker em combate. Ele finalmente desce a segunda planície, mas não tomo uma remoção global. Baixo e ataco com Baloth voraz até a vitória. Ele me revela depois uma mão com montanhas, piroclasma e um raio. 

Minha segunda mão vem com remoções, mas sem mana branco. Abro de arbor seguido de Tusker e travo na mana 3. Tusker toma raio, fico preso com 3 Baloth voraz na mão. Quando baixo o primeiro, ele toma espada em arados, que respondi sacrificando-o. O segundo Baloth encontra um Desolation Giant seco. Uso Contested Cliffs pra lutar e ataco. Deixo de baixar bichos esperando uma remoção global e continuo no ataque. Tomo meu global e baixo Obstinado, que toma um Oblivion ring. Baixo um Leatherback que toma outra cólera. Um segundo Leatherback toma um Desolation Giant kickado. Ele baixa Brion Braço d'aço e baixo outro obstinado. Ele dá outro espada em arados e me deixa a 40pv. Baixo Ghor Clan. Ele baixa bloodfray Giant sem unleash. Nessa parte minhas notas ficam confusas mas, em resumo, cada bicho que cada um de nós baixou tomou sua remoção (inclusive 2 inferno titans e tomei 4 Oblivion ring na partida). Quando o fôlego acabou, o que decidi foi um Oblivion ring meu que libertou um Leatherback que, lutando com penhascos disputados, matou todos os gigantes que vieram depois. Ocorre que, com exceção do titan, todos os gigantes dele tem ataque ou resistência no máximo 4.

2x0

Rodada 5: Espíritos uw

O início do fim pra mim. Espíritos estava invicto no torneio. 

Mulliguei e vim com mao lenta. Passei dois turnos sem baixar nada. Baixei um arboreo e ele responde com Geist of Saint Traft. Baixo um Leatherback e ele responde com Toppergeist. Ele vira meus bichos e me agride forte. Ele da dois preordain e segue de Kira.  Baixo um Domri que não acha nada e minhas habilidades ficam inúteis por causa de Kira. Caio num tempo forte, tomando bounce no Leatherback. Um sacode correntes e um errante do mausoléu no passe encerram a partida. 


Meu primeiro bicho foi um Tusker, mas antes dele veio um errante do mausoléu do lado de lá. Começamos as trocas e vem um sacode correntes. Tomei pressão e uma verdade reverberante devolvendo dois Tusker pra minha mão encerrou. Nunca cheguei na quarta mana nessa partida. 

0x2

Em seguida, o desfecho. Aguardem! 

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Torneio! Primeiras rodadas

E cá estamos de volta outra vez! 

Depois de mais um hiato, sem celular, sem pc, sem ter como postar, venho com um report quentinho. 
Sim! Dia 14 de fevereiro rolou o segundo torneio da liga tribal 2020. Mais jogadores, mais rodadas, mais builds estranhas e, em especial, mais tribos! Uma estreante levou a taça (spoilers). 

Primeiro vamos falar do que decidi jogar: depois do semi fiasco do torneio passado com o bestas rg servindo de saco de pancadas para vampiros, (ainda assim fui segundo colocado.) decidi procurar por respostas. As encontrei no Branco, com remoções pontuais e globais irrestritas (leia-se: mata bichos maiores que os meus). 
Em testes, devido a minha base de mana de 3 cores, algumas vezes me vi em situações em que precisei de 2 manas brancas na mesa mas não as tive à minha disposição. Decidi, então, fazer um gw para brincar. Mas no torneio estava meio desanimado, e decidi jogar de ratos. 
Com as cartas que tenho a minha disposição eu consigo montar dois decks distintos. Um rg e um gw. Foi o que fiz. Antes do torneio começar, tive um sparring com um elfos e tomei uma vara com o rg pra um Joraga Warcaller super desenvolvido, e minha versão gw era muito passivona. 
Meti o louco e fundi os dois decks, remontando a versão Maya. Mas esqueci em casa os Wooly Thoctar, principal motivo pra fazer essa bagaça. No final o Baloth Obstinado me deu uma piscadela e eu decidi jogar assim mesmo. 
Minha lista ficou:

Naya Beasts
3 Arboreo
4 Kalonian Tusker
4 Leatherback Baloth
4 Baloth voraz
4 Baloth obstinado
4 Ghor-clan rampager

4 espadas em arados
1 Path to exile
3 Oblivion Ring
3 Domri Rade
2 Colera de Deus
1 Day of Judgement

3 Temple Garden
4 Sunpetal Grove
4 Stomping Ground
4 Rootbound Drag
3 Wooded Foothills
2 Contested Cliffs
3 Forest 

A base de mana com um só um terreno desigual. Talvez tenha  feito diferença, mas veremos o desempenho a seguir. 

Rodada 1: Vampiros monoblack (de novo!)

O oponente mulligou a seis. Comecei e não tomei a jogada ridícula de Dark Ritual, Sorin, Imperious Bloodlord e Vampire Nocturnus. Abri de Kalonian Tusker que prontamente tomou um Fatal Push. No turno seguinte ele veio de Dark Ritual, Vampiro Cordial e o etergênito Deathtouch e Lifelink. Baixei terreno e passei. Tomei meu primeiros ataques e segui de Colera de Deus. Ele passou e eu baixei o Ghor Clan rampager. Ele conjurou uma Terapia da cabala nomeando Raio. Não achou nada, naturalmente, mas viu uma Espadas em Arados e um Oblivion Ring na minha mão. Nas minhas anotações devo ter pulado alguma coisa, pois após eu baixar um Leatherback Baloth eu tomei uma extração cirúrgica na Espada em arados. Bati 8 na volta, ele desceu a dobradinha Sorin + Nocturnus, dei o O. Ring no vampiro e parti pro letal. 

Na segunda rodada ele abriu de Viscera Seer. Passei pra ele com W aberto e ele veio de Bloodghast. Dei espada em arados no Seer e tomei extração na espadas. Segui de Domri Rade,  olhei o topo, ele foi atacado. Joguei o Baloth Voraz que tomou Dismember e outro extração. Fui de O. Ring no Blodghast e upando o Domri. Segui conjurando um Ghor Clan que tomou outro dismember. Baixei um Obstinado e ele baixou um Vampiro Cordial. Ataquei, ele bloqueou e depois jogou um Tragic Slip com mórbido no Baloth. Após algumas rodadas de impasse,  dei um Leatherback que tomou um fatal Push (ele desceu dois Urborg, Tumba de Yawgmoth pra perder uma permanente). Um Bloodghast tomou um Path to Exile que sobrou. Enquanto isso Domri, comendo quieto, ativou seu emblema. O primeiro bicho que cavei foi... 0/3! Bati de desforra. Um novo impasse e apanhei um pouco de um novo etergênito. Um Sorin veio mas tomou O. Ring. Por fim, dei uma Colera de Deus e o bicho que m veio foi um Ghor Clan batendo 8 por rodada. 

2x0

Rodada 2, Horror monoblack

Não é a lista aqui do blog, mas deu muito trabalho! 
Mulliguei a cinco. Ele abriu de Mesmeric Fiend, que revelou minha mão e tirou um Leatherback. Em seguida, um segundo tirou meu Ghor Clan Rampager. Cheguei na terceira land, sendo um Contested Cliffs, e fui sendo atacado. Um Kalonian Tusker tomou um Nameless Inversion e em seguida tomei Hino a Tourach limpando minha mão. Topdeck Leatherback. Ele respondeu com Sign in Blood. Vim de Domri, fight, peguei o Ghor Clan preso no mesmeric. Ele seguiu com Ravenous Chupacabra no meu Baloth. Desci meu Ghor Clan que foi removido e Domri, atacado. Um Espreitador Pantaneiro de Yarok tirou uma espada em arados da minha mão. Baixo Baloth Voraz, ele me ataca com Yarok, bloqueio e ele mata meu bicho com nameless inversion. Baixo Obstinado. Ele usa De Volta da Extinção, pegando os dois mesmeric do cemitério. Continuo atacando e mesmo com algumas trocas, dado tempo meu oponente concede. 

Na segunda rodada, mulliguei a cinco de novo! Felizmente ele também. Ele abriu de Fume Spitter, seguido de Sign in blood. Um hino a Baloth na sequência limpa minha mão. Com um Leatherback na mesa e um sonho. Ele é comido pelo chupacabra. Topdecko um obstinado que toma outro chupacabra. Jogo uma cólera para respirar, ele segue de Phyrexian Rager e Fume spitter. Um Yarok tira um O. Ring da minha mão que guardei mais do que devia. Um Tusker meu toma uma removal qualquer e em seguida perco para uma renca de bichinhos enquanto me torno um latifundiário. 

Na terceira rodada, venho com drops 1, 3 e 4. Ele abre de Fume spitter. Temo o hino e ele vem em seguida, tirando meus drops 3, Domri e Leatherback. Travei na mana 2 enquanto ele parecia floodar. Caveira dois terrenos seguir e desci Baloth Voraz. Ele seguiu de Obliterador Phyrexiano, que tomou um O. Ring. Um chupacabra matou meu Baloth e outro matou um Ghor Clan que tinha baixado em seguida. Outro Thor Clan veio e e respondeu com Rager. Ataquei e ele trocou com o rager + nameless inversion. A mão dele parecia nunca acabar e eu topdeckando ao infinito. Um arbor e um Tusker eram minhas Defesas contra uma horda de bichinhos. Ele limpou minha mesa, desceu mais bicho tipo Fume spitter e veio pra garantir. Eu só tinha uma carta pra não morrer. 
O dia chegou. 
Ainda não podia me descuidar. Meu Tusker em seguida perece para Bile Blight. Baixo Arbor e Baloth Voraz pra tentar me recuperar. Ele baixa dois mesmeric para ganhar tempo. Perco o Baloth no ataque para um nameless inversion. Suspeito que ele só deve ter descartes na mão, então guardo alguns terrenos na mão. Acertado, tomo hino. Baixei um obstinado e, FINALMENTE, o fôlego dele acabou. 

Esse report vai ser dividido em algumas partes. As partidas no geral foram longas e tem bastante anotação ainda. 

Até daqui a pouco! 



domingo, 19 de janeiro de 2020

Sou pequeno, mas não sou metade!

Um dos motivos que o formato de 30 cartas relacionadas não caiu no gosto da maioria do nosso grupo de jogo é que não dá pra juntar 30 coisas de uma mesma tribo e chamar de deck. Tipo, até dá. No entanto dificilmente se a tribo escolhida não for goblin, elfo, tritão, humano ou similares, o deck será eficiente. De acordo com a opinião de um jogador de goblins, um deck tribal não é meter um lord e sair jogando. Se torna apenas um goblin piorado. 
Eu tendo a concordar. As tribos se diferenciam não somente por serem bichos genéricos mas também por suas mecânicas. As tribos que possuem suporte tendem a pender para alguma. Os decks de sátiro que montei no post passado eram apenas versões de decks que tive no passado. Eles não vieram com algum sabor exclusivo.
Com esse pensamento, tentarei me esforçar mais no deck tech de hoje. 

Desde que a carta Sete Anões foi anunciada, achei divertida de montar uma build sobre eles. No entanto em Eldraine, mesmo com Torbran, não achei uma lista que particularmente me motivou a jogar. Daí me lembrei que existiram vários anões em Kaladesh, inclusive um lord! A ideia de montar um deck boros me empolga. Lembrei de Sram, Senior Edificer, e já pensei na temática de equipamentos. Só não lembrava do que o lorde fazia.
Aí achei
Em primeiro momento fiquei desapontado, pois a interação dela é somente com veículos, além de ser uma lord lendária. Além disso a habilidade dela é bem mana intensiva. 

Pensei em algumas soluções. A mais imediata seria jogar de Frasco do Éter com Dwarven Bloodboiler e assim criar uma mecânica pra comprar várias cartas, tipo um Goblin Ringleader. 
Mas tinham dois contras. Primeiro eu evito builds com Frasco. É uma carta cara e nem todos têm acesso a ela. É uma staple do formato e é óbvio que o deck tende a ficar mais eficiente, então se vocês tiverem e quiserem usar, ótimo. O segundo contra é que essa engine é cara demais. A lord e o anão são ambos 3 manas e com um custo específico bastante restritivo. Até eu montar essa mesa eu provavelmente já perdi a match. 

Nesse primeiro momento vamos ignorar essa mecânica de pagar pra comprar e nos ater ao resto do deck. Será boros, de fato, e Sram também interage com veículos, então não me pareceu uma má idéia trabalhar com isso. 

Nunca usei veículos num deck antes. A única inclusão óbvia é o Smuggler's Copter. Mas depois deste não achei nada que me apetecesse! Além disso só depender do tripular pra usar os veículos parece uma furada. Posso acabar com um bocado de artefatos inúteis na mesa. 
Depois de bastante ponderar, cheguei a essa lista. 

Carcereiros de gaiola
4 Toolcraft exemplar
4 Veteran motorist
4 Sram, Senior Edificer
4 Gearshift ace
4 Depala, pilot exemplar
4 Dwarven Mine

4 Smuggler's Copter
4 Sky Skiff
2 Peacewalker Colossus
4 Siege Modification

2 Caught in the Brights
4 Swords to Plowshares

Somente vinte anões na lista e um terreno como carta relacionada. Arriscado um terreno que vai entrar virado algumas vezes, mas acho que cabe no papel. 
Uma boa quantidade de veículos baratos ou cartas que interagem com veículos. 
Os veículos terão a maior parte da evasão enquanto os anões serão suporte. Eles poderão atacar também em algumas ocasiões. 

Divirtam-se, pilotos! 

domingo, 12 de janeiro de 2020

É ritmo de festança

Infelizmente os spoilers de Theros Beyond Death não trouxeram muitas opções de sátiros para trabalharmos. Quem acompanha nosso Instagram viu que o novo lorde sátiro é interessante, apesar de ser lendário. 
Infelizmente, somente a existência de um lorde, sobretudo só podendo haver um presente no campo de batalha, não justifica um deck tribal. Vai acabar sendo uma versão piorada de goblins. 
Mas ainda assim vamos tentar. Jogamos tribal, um formato que foi descontinuado pela Wotc. Estamos acostumados a assumir causas impossíveis. 
Após elaborar e fazer pesquisas, cheguei em duas vertentes. Uma agressiva e uma midrange. Infelizmente estou digitando via app de celular e o app não me dá recursos para inserir hyperlinks, então só postarei o nome das cartas na lista. Mas vocês podem pesquisar no site http://scryfall.com

Assim sendo vamos as listas

Bacanal agressivo
4 Firedrinker satyr
4 Nyxborn Rollicker
4 Satyr hoplite
2 Satyrs' cunning
4 Gallia of the endless dance
4 Anax, hardened in the forge
2 taurean mauler

4 raio
4 dynacharge
4  weapon surge
4 madcap skills

Essa lista se vale dos números. Anax permite que a pressão seja constante, o hoplite pode ficar grande desde os turnos iniciais. 
É uma lista simples, mas sou mais ambicioso. Pensei numa lista midrange que vai abusar de uma mesa livre de obstáculos. 
Lá vai

Swings a longo prazo
4 Nyxborn rollicker
4 Gallia of the endless dance
4 boon satyr
4 Anax, hardened in the forge
2 taurean mauler
4 Lumbering satyr
2 Xenagos the reveler

4 raio
3 song of the dryads
3 jokulhaups
3 crescimento virente

Essa lista se vale de permanentes que deixarão resíduos após uma limpeza global. Xenagos pode ganhar o jogo sozinho e Anax manterá a corrida constante. Os bichos aura também ficarão na mesa se estiverem encantando alguma coisa. 
O song of the dryads foi escolhido por sua sinergia com o Lumbering satyr, mas é uma tática arriscada. Eu sugiro substituir o sátiro por um Chameleon Colossus e o song of the dryad por piroclasma. 

Divirtam-se em suas festanças! 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Um breve hiato, mas novidades!

Infelizmente, por problemas técnicos, deixei de postar regularmente. Digitar blog no celular é muito barril. Os posts ficarão menos elaborados, sem os links e edições, mas tentarei deixar disponível conteúdo e novidades. 

A maior novidade é a novíssima Liga Tribal 2020 em Salvador Bahia.  Nosso grupo se organizou e faremos torneios mensais no nosso formato favorito. 

Embora a lista de presença nesse primeiro evento encontrou diversos imprevistos e contamos apenas com seis jogadores, fomos de corpo, alma e sangue no olho pra rinha. 

Para as partidas, fizemos no formato liga: todos os participantes se enfrentariam e, ao final, quem tivesse mais pontos levaria o troféu. 

Eu fui com o deck de bestas anterior, sem alterações. Como meu bolso não me permite Questing Beast acabou ficando dessa forma. Montei uma lista de ratos para alguém mas o piloto não compareceu e depois pensei que poderia ter jogado com outra tribo mesmo. 

Eis abaixo a ordem das partidas como ficou:


Traduzindo:

Marcus: Bestas
Danilo: Zumbis
Ivan: Vampiros monoblack
Vitor: Vampiros bw
Elias: Goblins
Cedric: Elfos

Cada vitória de 2x0 valia 3 pontos
De 2x1 valia 2 pontos
Empates valiam 1 ponto
E derrota, zero. 

Vou improvisar um report. Minhas anotações do dia se perderam, então vai de cabeça. 

Rodada 1: Vampiros monob. 
Turno 1 tomei ritual, sorin, nocturnus. Não consegui resolver
Segunda partida a jogada acima veio depois mas ziquei na segunda mana. 

Rodada 2: Zumbis
Fui bastante oprimido na primeira partida. Comprei bastante terreno e não resolvi um Diregraf. A partida também não foi um passeio na disney pro meu oponente mas ele levou. 
Segunda partida também bem disputada, mas encaixei cedo 16 de dano com Ghor Clan e Temur Battlerage, o que o deixou sob pressão constante.
Terceira partida ambos zicamos mas eu voltei ao jogo mais rápido. 

Rodada 3: Elfos
Acho que estou mal acostumado. Elfos sempre vira comida e passo o carro. Penhascos disputados levou as duas partidas. O que me faz ponderar sobre ter remoções no deck já que, aparentemente, elfo nunca usa. 

Rodada 4: Vampiros BW
Era um deck com orçamento. Pelo que entendi custou 20 contos. Não desprezando um deck barato, mas não tinha nenhuma ameaça digna de nota. O oponente ainda zicou de cor em uma das partidas. 

Rodada 6: Goblins
A primeira partida demorou bastante. Segurei as investidas mas não comprei o contra ataque. 
Na segunda não me lembro como foi. Sei que ganhei. 
Na terceira tomei isso:
Mais isso:
Junto com alguns bichos sortidos. Acho que tinha uns 4.
#sddsfirespout

Conclusão
The Walking Dead levou o troféu. Foi um torneio muito divertido. O formato liga elevou a competitividade. Até a última rodada podia haver outro campeão.

Faremos dessa uma prática mensal, todo primeiro sábado de cada mês. O troféu ficará reservado e somente no final do ano, quando os campeões de 2020 se enfrentarem em um torneio exclusivo, p campeão derradeiro levará o troféu para casa definitivamente. 

A quem participou meu sincero obrigado. A quem for participar, seja muito bem vindo a rinha! 

Até a próxima! 

Ps: spoilers: deck de sátiros


domingo, 27 de outubro de 2019

Tribos groselhas: o horror.... O HORROR!!! Um deck horroroso.

Primeiramente, olá Pioneer! Obrigado por validar parte do meu ponto de vista em um dos posts anteriores (Sobre novos formatos = cartas mais caras).

Voltando a programação, vamos falar sobre uma tribo, cujas criaturas volta e meia aparecem em decks regulares, mas não juntas como uma tribo.

Os horrores.

São bichos isolados, com pouca ou nenhuma sinergia entre si, mas existem exemplares muito fortes individualmente, o que vale a pena uma tentativa.

Em primeira consulta, vemos que os predominantes são os Horrores pretos, então vamos nos concentrar em um monoblack.

Cartas relacionadas
4 Cabal Therapist
4 Fume Spitter
4 Flesh Reaver
4 Spellskite
4 Hunted Horror
4 Phyrexian Obliterator

Outras mágicas
4 Thoughtseize
4 Torpor Orb
2 Chicote de Erebo
4 Atacar a Jugular
2 Cover of Darkness

Outros terrenos
20 pantanos

Esse terapista é delicioso, motivo que incluí Thoughtseize na lista. É bom haver uma maneira de controlar a mão do oponente. Essa lista não usa a staple Hino a Tourach. Ele trabalha mais com seletividade do que com quantidade.
Na curva 2, é discutível a inclusão do Flesh Reaver. Graças a isso, inclui duas cópias de Chicote de Erebo, pra compensar. É um corpo 4/4, pode fazer um oponente hesitar em atacar em alguns momentos, ou forçar bloqueios indesejados.

Essa é uma build para usar Horror Caçado. Torpor Orb está aí majoritariamente para isso, embora travará os ETB dos oponentes. Tive o cuidado de montar uma lista sem ETBs. Essa lista é MUITO agressiva, com bichos desproporcionais às suas curvas. Na curva 2 temos um 4/4 e um 7/7. Na curva 4 temos o poderoso Obliterador, que é capaz de arrancar jogos sozinho.

Divirtam-se. ;)

domingo, 20 de outubro de 2019

Tribos groselha: Ursinhos gummi

Estava eu, passeando pela floresta, quando um desconhecido me abordou:
_Ei. Você gosta de ursos?
Eu fiz minha cara de quem não entendeu.
_Você gosta de ursinhos gummi? _Ele perguntou novamente.
_...talvez? _Lhe respondi.
_Então você vai gostar disso aqui.
Então ele me entregou uma carta e desapareceu como se fosse um sonho. Com uma expressão perplexa, verifiquei do que se tratava:


Ora pois, é um SENHOR urso. Ou senhora. Ayula é uma rainha.
Lembro de, nos spoilers, alguns comentários de que talvez o tribal de ursos ficasse viável. Não ficou, não tem o suporte que precisa ainda, mas ainda é possível maximizar o poder dessa bichona.

Pra começar, o que me chamou a atenção, foi que os marcadores são no urso ALVO, não necessariamente no que entrou em jogo. O mesmo se aplica a habilidade de lutar. É possível inflar um super urso bolado e os demais só serem suportes pra ele.

Dando uma olhada no catálogo de ursos, a maioria deles são vanilla, criaturas sem habilidades. Afinal, o Urso Cinzento é uma criatura clássica e exemplo desse tipo de criatura. Por outro lado, a maioria dessas criaturas é 2 manas, assim como a própria Ayula. Então pensei em um deck que pudesse abusar dessas propriedades, ou caçar ursos que fossem diferenciados.

Esbocei uma lista:

Cartas relacionadas
3 Flaxen Intruder
4 Ayula, Rainha entre os Ursos
4 Ashcoat Bear
4 Werebear
3 Caller of the claw
2 Influência de Ayula
3 Chameleon Colossus
3 Garra cruenta, terror de Qal sisma
3 Druid's Familiar
2 Kamahl's Summons

Outras mágicas
3 Door of Destinies
2 Retorno do Falabravo
1 Panarmônico

Outros terrenos
23 floresta

Parece versátil. A Flaxen Intruder pode resolver encantamentos e artefatos, o werebear pode acelerar para a curva 4 (Que acabou ficando maior do que o esperado), a convocadora da garra pode salvar a mesa depois de uma remoção global e casa bem com o Ashcoat Bear, tendo os dois a habilidade de lampejo. Incluí o Door of Destinies para ter uma segunda forma de deixar os bichos grandes. Tenho dúvidas sobre o Influência de Ayula ou o Kamahl's Summons. O retorno do falabravo está aí para fechar o jogo ou comprar uma quantidade gostosa de cartas.

Dá até pra pensar em outras vertentes. Usando todas as variantes do urso cinzentos, podemos usar Muraganda Petroglyphs ao invés do Door of Destinies e Ultrapassar ao invés do Retorno do Falabravo.

Divirtam-se!

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Como ingressar?

Há uma discussão muito interessante que volta e meia desponta nas comunidades de Magic. Dentre outros pontos, o hobby do Magic é custoso, tornando difícil um primeiro ingresso. Há quem argumentasse que todos os formatos do magic sofrem desse male e, embora tenha um pouco de verdade, é um ponto de vista raso.

Antes de qualquer coisa, não é intenção deste editor causar nenhum tipo de polêmica. É apenas uma expressão de vários pontos de vista e alguns ângulos do nosso hobby. Obviamente que o ponto de vista expresso aqui talvez não represente a maioria dos jogadores, então deixemos essa ressalva.



Notório que formatos estabelecidos como Modern e Legacy ficaram mais caro com o passar dos anos. A grande especulação e a oferta e demanda dos diversos produtos inflacionam cartas chave para estratégia dia após dia. Até mesmo o pauper, formato conhecido por cartas comuns também começou a inflacionar e o commander, antes um formato para usar cartas groselha e diversão, agora já tem suas staples na estratosfera. Há quem diga que cada novo formato (Olá, Brawl) serve para deixar cartas, outrora "inúteis" (Ou banidas em outros formatos) cada vez mais caras.

E eis uma vantagem (Talvez temporária) do nosso formato. Por não ser sancionado, não tem um meta definido, exceto por regiões. Embora existam staples de certos arquétipos que são caras por causa de outros formatos (Como Frasco do Eter, por exemplo), talvez não seja possível dizer que o formato tribal é inerentemente caro.

Outra vantagem do formato também deriva disso. Como não é um formato oficial, não existem listas de torneios, exceto aqueles que nós, jogadores, fazemos como comunidade. Com o netdecking sendo menor, existem demandas diferentes para ambientes diferentes.

Não é objetvo deste post criticar netdecking. Ele foi muito importante para a disseminação de formatos mais competitivos, inclusive permitindo a entrada de jogadores que tenha condições para adquirir certas listas. No entanto o tribal ainda possui um traço, outrora perdido por formatos mais casuais, como o commander, que é o deckbuinding.

A construção do deck no ambiente atual do tribal é mais livre. Embora possam ser emuladas tribos e listas de tribos clássicas, como goblins, elfos e tritões, uma pessoa que se aventure com uma tribo mais obscura tem chances de competir com os demais. Com noção de jogo e deckbuinding, e conhecendo a dinâmica do embate entre criaturas, é perfeitamente possível ingressar no formato as vezes com menos de R$ 30,00.

Com perseverança e dado tempo, os decks irão melhorar e se adaptar ao meta da sua região. E isso, para quem começou no magic jogando no chão da escola e usando Crawwurm porque era uma carta legal, consegue reconhecer a sensação de testar o que é mais funcional e ter a sensação de evolução.

Em um parágrafo mais opinativo, vendo a iteração de jogadores com formatos como commander e a dificuldade de construir decks tribais, as vezes chega-se a conclusão de que vários jogadores não conseguem construir decks. Talvez seja o male do netdecking, talvez estejamos encarando uma geração de jogadores que gostam de ter as soluções prontas, talvez seja pura preguiça. Talvez não seja nada disso e este que vos escreve esteja proferindo groselhas. Mas creio compartilhar de uma opinião constante em grupos que dizem que "magic bom era quando você fazia seu deck e ia jogar", ou opiniões assemelhadas. Talvez em formatos mais competitivos seja mais difícil, nosso formato tem tudo para diferir dessa premissa geral.

Não deixem este instinto de criador de decks sumir. É parte do jogo.

domingo, 13 de outubro de 2019

Tribos groselha: Leptospirose em ação

Arriscamos dizer que as possibilidades de deck no MTG são infinitas. Os formatos vêm para estabelecer uma "pool", ou seja um limite de cartas que pode ser utilizada, na construção dos baralhos. Assim temos o modern, o legacy, o standard, etc.

Com o tribal não poderia ser diferente. Acrescentamos a isso um número bem elevado de tribos possíveis para a construção de um baralho. Por outro lado, com a regra de criação do deck, algumas tribos ficam mais limitadas que outras.

Uma outra questão que gostaria de abordar é a iniciativa de adentrar em um formato. Em formatos consagrados como Legacy, Modern e Standard, a ingressão inicial no formato pode ser mais ou menos custosa, com metas pré-estabelecidos e decks consagrados. Por não ser um formato oficial (por enquanto rs) o meta ainda é especulado em tribos clássicas, como goblins, elfos, tritões e humanos, uma vez que já existem decks dessas tribos em outros formatos. Mas com as limitações do formato, nem sempre espera-se que esses mesmos decks ofereçam o mesmo desempenho que em seus formatos de origem, abrindo assim a possibilidade que outras tribos lutem de igual para igual.

Assim sendo, desenvolvi algumas listas de tribos mais exóticas para discutirmos possibilidades de construção de baralhos (ou deckbuilding).

Ratos Descarte

Cartas relacionadas
4 Ratos Tifóide
4 Pack Rat
4 Ruin Rat
2 Rato Ladrão
2 Nezumi Shortfang
4 Ratos Chiadores
2 Nameless Inversion
2 Vermitério

Outras mágicas
4 Hino a Tourach
4 Ecúleo
2 Wrench Mind
4 Danação
4 Ritual Sombrio

Outros terrenos
1 Urborg, tumba de Yawgmoth
17 Pantano

Esta é uma lista mais controle. Deixa o oponente jogar sem cartas na mão e estipula um tempo de jogo com os Ecúleos. Os ratos servem mais para segurar o oponente, e não temos medo de sacrificá-los com uma Danação. O Pack Rat é uma vitória alternativa. Se deixá-lo, pode levar jogos sozinho e ficar gigante. O lado negativo desta lista é que ela é bastante lenta. As vezes pode ser sobrepujada por um deck mais rápido ou que leve vantagem com a falta de criaturas na mesa.

Com a nova edição Trono de Eldraine, saíram algumas cartas relacionadas a rato, coisa que não acontecia a algum tempo. Assim, podemos desenvolver estratégias alternativas. assim, chegamos a seguinte lista:

Ratos Aggro

Cartas relacionadas
Ratos Tifóide
Pack Rat
4 Piper of the Swarm
8 Colônia de Ratos
2 Ogre Slumlord
Vermitério

Outras mágicas
4 Lua Maligna
Hino a Tourach
4 Atacar a Jugular
2 Desmembrar
4 Edito de Chainer

Outros terrenos
Urborg, tumba de Yawgmoth
17 Pantanos

Esta lista parece mais condizente com um meta mais recheado de criaturas. Embora uma curva mais cara com o Slumlord possa ser audaciosa com apenas 20 terrenos, o número de remoções pontuais deve compensar. Os ratos terão evasão e os toque mortíferos vão causar dores de cabeça nas trocas. Talvez valha a pena colocar mais colônias de ratos, mas isso virá com testes e treinos. Outra possibilidade seria trocar o Slumlord por Roedor de Medula, mas acho este segundo mais lento, embora amedrontar seja uma habilidade que pode encerrar a partida no momento em que entra em jogo.

Vocês têm alguma lista ou tribo groselha que queira testar ou compartilhar? Deixe nos comentários! Participe! Sua participação é muito importante para desenvolvermos o formato.

domingo, 6 de outubro de 2019

Atualização de banidas: 06/10/2019

Witch's Vengeance está banida.
Kabira Evangel está desbanida.

A inclusão de Witch's Vengeance na lista de banidas era óbvia desde sua concepção. Na lista de banidas original da Wizards, cartas como Endemic Plague são consideradas "anti tribal" e por sua facilidade de serem facilmente "splasháveis", elas são automaticamente removidas do formato.

Já sobre o Kabira, cabe uma explicação sobre decisões que tomamos quando montamos a lista. Descobrimos que a falta de iteração gerada por proteção contra cor contínua causava problemas. Como a taxa de decks monocor é alta, conceder permanentemente proteção contra uma cor inteira ou uma tribo poderia causar problemas.

Embora não seja uma proteção propriamente dita, a habilidade estática de Crystalline Sliver entrou nessa conta por ser barato demais. E, por conta da interação tribal, foi o caso do Riders of Gavony.

Já o Kabira Evangel não é tão ofensor: É uma habilidade desencadeada ao invés de estática, para começar. Isso quer dizer que ele pode ser respondido. A proteção que ele confere é até o final do turno. Existem outras cartas, brancas no geral, que fazem o mesmo efeito, como Brave the Elements. Partindo desse princípio seria inviável listar e banir todas as cartas de efeito similar e somente descartar esta. Logo, Kabira Evangel está desbanida.

A lista de banidas será atualizada.